Um incidente aéreo de alto risco ocorrido sobre o Oceano Atlântico quase terminou em tragédia, mas foi evitado graças ao funcionamento do sistema anticolisão instalado nas aeronaves comerciais. Dois aviões que voavam em sentidos opostos — um com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e outro rumo à capital espanhola, Madri — chegaram a entrar em rota de conflito, mas conseguiram evitar a colisão após alertas automáticos emitidos aos pilotos.
O episódio aconteceu no último dia 10 de julho, na região do espaço aéreo controlado sobre o Atlântico, próximo à costa do Saara Ocidental, mas só foi divulgado neste sábado (18). As aeronaves envolvidas eram um Airbus A321 da companhia espanhola Iberia, que havia decolado de Recife com destino a Madri, e um Boeing 787-9 da Air Europa, que fazia o trajeto inverso, partindo da Espanha rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Segundo as informações divulgadas, os dois aviões voavam na mesma altitude e em rotas convergentes quando o TCAS (Traffic Collision Avoidance System), equipamento obrigatório em aeronaves comerciais de grande porte, identificou o risco de colisão. Imediatamente, o sistema emitiu instruções diferentes para cada tripulação: enquanto o Airbus recebeu a ordem para iniciar uma descida, o Boeing foi orientado a subir. A manobra coordenada restabeleceu rapidamente uma distância segura entre as aeronaves.
Após a execução dos procedimentos, ambos os voos seguiram normalmente até seus destinos, sem qualquer registro de feridos ou danos às aeronaves. Nenhum passageiro precisou de atendimento médico, e as companhias não relataram intercorrências durante o restante das viagens.
Especialistas destacam que o TCAS funciona de forma independente do controle de tráfego aéreo. O sistema monitora constantemente a posição, altitude e velocidade de outras aeronaves equipadas com transponder e, quando identifica risco iminente de colisão, emite comandos sonoros e visuais diretamente aos pilotos. Caso os dois aviões possuam o equipamento, as instruções são coordenadas automaticamente para que um suba e o outro desça, evitando qualquer conflito.
As causas que levaram as duas aeronaves a ocuparem a mesma altitude ainda não foram esclarecidas. O incidente deverá ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação da navegação aérea internacional, que irão verificar se houve falha humana, erro de coordenação do controle de tráfego ou outro fator operacional. Até o momento, nenhuma conclusão oficial foi divulgada.
Créditos: Air Europa / Ibéria (Fotos)

